Outubro 23, 2021

Procurando as origens do nome da Cidade de Tomar

Vista de Thomar
Imperador Augusto
Imperador Augusto

Tomar romana: Sellium

 Desde os tempos mais remotos a zona envolvente de Tomar, foi habitada, como se vai descobrindo em pinturas e achados arqueológicos aqui e ali  e em grutas, ou em locais privilegiados, escolhidos pelos homens primitivos.
Cerca de 480 A.C esta zona seria tomada pelos Túrdulos. Porém no séc. I D.C, o Imperador Augusto toma-a também, baptizando-a de Sellium (vestígios dessa época encontram-se meio obscuros e esquecidos no meio de vegetação rasteira e lixo nas traseiras do actual Quartel dos Bombeiros Voluntários de Tomar). 
Sellium estaria entroncada na famosa via romana ” Itenerario de Antonino” Olissipo (Lisboa) Bracara Augusta (Braga).
 
Muçulmano
Invasão de Muçulmanos

Tomar muçulmana: Thamára

Devido ao enfraquecimento do império visigótico, em 716 d.C os Árabes ocupam a província (região) de Sellium sem grandes dificuldades.
No monte do lado direito, actualmente onde está o castelo, constroem uma atalaia (torre) para vigilância. Ao rio chamam de Thamára que traduzido quer dizer ‘ águas doces’. 
Na sua época são introduzidos os produtos citrinos,  também as rodas hidráulicas de rega (idêntica a que actualmente se encontra junto ao jardim do Mouchão) e os açudes de estacaria – junto a Roda do Mouchão também se encontra uma réplica destes açudes.

Thomar dos Templários

Em 1147, por serviços prestados a Afonso Henriques seria esta zona doada aos Cavaleiros Templários.
D. Gualdim País inicia a construção do Castelo e do Convento, fixando só a sede da Ordem Templária em Portugal.
Templarios
Divisa dos Templarios: Não para nós, Senhor, não para nós, mas para a glrória do Teu Nome
Vila Tomar dos Templários
Vila Tomar dos Templários
Rio Nabão - Tomar
Rio Nabão - Tomar

Tomar – Cidade

Passados umas boas centenas de anos, depois de uma visita da Rainha D. Maria II, Tomar até então Vila recebe a denominação de Cidade de Tomar mais exactamente no dia 13 de Fevereiro de 1844, nascendo assim a primeira cidade no distrito de Santarém, pois os antigos elementos da Câmara já a 28 de Outubro de 1843 teriam pedido para que a Vila de Thomar passasse a Cidade.

Transcrevo em português actual o alvará que se encontra em papel pergaminho com selo de armas e tem pendente a fita azul e branca (encontra-se actualmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo) onde a Rainha D. Maria II rege Tomar a cidade, e até as razões que lhe levaram a fazer esta nomeação:

** D. Maria, por Graça de Deus, Rainha de Portugal e dos Algarves e seus domínios. Faço saber aos que esta Minha Carta virem que Eu fui Servida de Mandar passar o Alvará de teor seguinte. 
Eu a Rainha Faço saber aos que este meu Alvará virem que tendo-me representado a Câmara Municipal da notável Vila de Tomar haver aquela terra desde tempos imemoraveis, até que foi arrasada pela irrupção dos Árabes, gozando da categoria de cidade com a denominação de Nabância, reunindo a esta circunstância a grande notabilidade histórica e muitas gloriosas recordações, que lhe estão ligadas e atendendo não só ao legado mas a ser a mesma Vila uma das mais vastas e formosas deste Reino, enriquecida com várias fábricas e ornada de numerosos e belos edifícios, entre os quais se distingue, por sua celebridade, o do extinto Convento da Ordem de Cristo, possuindo além destes todos mais elementos para sustentar com dignidade a categoria de cidade; e tomando finalmente em consideração os claros testemunhos que os Tomarenses Me teem dado da sua nobre dedicação ao Trono e Carta Constitucional da Monarquia: Hei por bem e Me Praz, Deferindo á sua representação da Câmara Municipal do Concelho de Tomar, que a dita Vila do dia da publicação deste Alvará em diante, fique erecta em Cidade, denominando-se Cidade de Tomar, e que como tal goze de todas as prerrogativas que directamente lhe pertencem. Pelo que Mando a todos os Tribunais, Autoridades, Oficiais e mais pessoas, a quem o conhecimento deste Alvará competir, o cumpram como nele se contém sem dúvida ou embargo algum. E por firmeza do que dito Ordeno que pelo Secretário de Estado dos Negócios do Reino se lhe passe Carta em dois exemplares diferentes, que serão por Mim assinados e selados com o selo pendente das Armas Reais, Um deles para o seu título e outro para remeter torre do tombo. Pagará de direitos setenta mil réis, como constou de um conhecimento em forma com o número mil setecentos e quarenta e data de nove do corrente mês. dada no palácio das necessidades em doze de Fevereiro de mil oitocentos e quarenta e quatro.
Rainha”
Por: António Bernardo da Costa Cabral
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